Relato
Proteger as pessoas é minha missão
Edição 2155 - Publicado em 10/Novembro/2012 - Página A6
Joveny Santos Coelho responsável pela DMJ da Regional Jd. Eliana, CCSP; vice-responsável pelo Grupo Gajokai da CCSP; 24 anos; budista há 6 anos; analista de risco
“Receber o Gohonzon e ser feliz é um
direito de todos.” Joveny cultivou esse sentimento por quatro anos até
receber o Gohonzon em 2006. O dia da cerimônia foi repleto de surpresas.
Enquanto se dirigia ao Centro Cultural da BSGI junto com sua irmã Ioná,
ele achava que apenas assistiria à atividade. Afinal, sua mãe, Celina,
não aceitava a prática.
No caminho, Isabel, a DFJ que os acompanhava, entregou a ficha assinada pela mãe para Joveny receber o Gohonzon. Isso aconteceu dois dias depois de ele completar 18 anos. “Foi meu maior presente.” A mãe recepcionou os participantes da consagração em casa com muita alegria e pão de queijo.
“Ela colocou tapetes e arrumou a casa.
Falar dela é difícil [longa pausa]”, diz o jovem com voz embargada e olhos marejados.
No caminho, Isabel, a DFJ que os acompanhava, entregou a ficha assinada pela mãe para Joveny receber o Gohonzon. Isso aconteceu dois dias depois de ele completar 18 anos. “Foi meu maior presente.” A mãe recepcionou os participantes da consagração em casa com muita alegria e pão de queijo.
“Ela colocou tapetes e arrumou a casa.
Falar dela é difícil [longa pausa]”, diz o jovem com voz embargada e olhos marejados.


MOMENTOS DE VITÓRIA.
À esq., Joveny com sua mãe, Celina (ao centro) e a irmã Ioná.

Líderes
do Grupo Gajokai da BSGI que têm como missão proteger os membros e os
locais de atividade. Abaixo, membros da DMJ da Regional Jd. Eliana
comemoram a concessão de Gohonzon de Bruno (ao centro de blusa
listrada). No box ao lado, pin de metal com o símbolo do Grupo Gajokai
Como alguns adolescentes, a relação com a mãe era distante. E esse foi o primeiro ponto que mudou após iniciar a prática. O distanciamento deu lugar à gratidão e ao desejo de proporcionar felicidade à família. Assim, o jovem percebeu quanto sua mãe se dedicava para o bem-estar dos filhos. “Queria oferecer o melhor para ela.”
Quando criança, vários desafios e obstáculos fizeram parte da vida de Joveny. Mãe e filhos saíram do interior da Bahia em busca de melhores condições em São Paulo. Joveny era bem novinho; tanto que não se lembra de nada daquela época. “Eu só me lembro que era hiperativo [risos]. Moramos de favor na casa de uma tia e logo fui fazer aulas de Kung fu e capoeira.”
Quando conheceu o budismo, a história da família começou a ser reescrita. Antes mesmo de receber o Gohonzon, ele realizou seu primeiro Chakubuku. Era adolescente e tinha muitos amigos na escola. Um deles era o Jorge que sempre estava com Joveny e tinha muitos problemas com os pais. “Quis transferir a felicidade de praticar o Budismo Nitiren para o Jorge e consegui”, diz Joveny, orgulhoso, pois hoje seu amigo é responsável de comunidade.
Essa vitória só fez nutrir ainda mais o desejo de receber o Gohonzon e a seriedade de sua oração só aumentava visando este objetivo. De tanto insistir, sua mãe passou a reparar em seu modo diferente e resolveu pedir conselho a um padre. “O mais engraçado é que o padre a aconselhou a me deixar receber o Gohonzon. Ele disse que o budismo é bom e que não deveria me proibir [risos]”, conta Joveny, relembrando os momentos de ansiedade.
Com seu primeiro objetivo concretizado, Joveny pratica o Budismo Nitiren em gratidão à mãe. Seu alicerce está nas orientações do presidente Ikeda, na participação das atividades da BSGI e no treinamento do Grupo Gajokai. Inclusive, logo que se tornou membro da BSGI, ingressou neste grupo para se aprimorar como ser humano e discípulo do presidente Ikeda. “Acredito que somos aquilo que protegemos e dedicamos nossa vida. Escolhi proteger o Gohonzon e meu mestre.”
Trabalho, estudo, casa nova
Aos 16 anos, ele começou a trabalhar como jovem aprendiz numa grande empresa de seguros, onde está até hoje. Ele se dedicou para crescer profissionalmente e por meio dessa oportunidade, Joveny concluiu a faculdade de Sistemas de Informação. “Quando entrei lá, eles me falaram para me dedicar em tudo. Sempre me esforcei pondo as orientações do Ikeda Sensei em prática no meu local de trabalho. Por isso, já mudei de setor várias vezes e fui promovido. Hoje, estou cursando pós-graduação em gestão empresarial e a empresa custeia boa parte do curso.”
Apesar de muito jovem, ele já tem bastante tempo de casa. Quando concluímos isso, Joveny sorri e concorda.
Aquelas dificuldades da infância deram lugar a sonhos, grandiosos sonhos. Um deles é o de construir um digno castelo do Kossen-rufu para sua família. Terreno comprado, alguns cálculos, tijolos, cimentos, areia, tinta e muito trabalho. Esses foram os ingredientes para o sonho se tornar real.
Sem muitos recursos para pagar pedreiro e pintor, Joveny e o irmão, Manoel, usaram a tecnologia para refinar os últimos detalhes da casa. Ele relembra, apontando o teto sobre nós: “Queríamos fazer gesso na casa. Mas o dinheiro não dava. Entramos no YouTube, aprendemos e colocamos gesso na casa inteira. Ficou linda!”
Há seis meses, o castelo da família de Joveny está pronto. “Minha irmã e eu temos uma sala para o Gohonzon onde realizamos atividades da Divisão dos Jovens.” Ele conta sobre um gesto da mãe quando volta da atuação no Gajokai. “Ela compra frutas frescas e as coloca no oratório antes de eu chegar.” Seus olhos brilham ao lembrar desse momento e notar como o budismo transformou a desarmonia em companheirismo e felicidade.
Grandes oportunidades
Convenções do 3 de Maio e dos 50 anos da BSGI... Nos últimos grandes eventos da BSGI, Joveny participou como membro do Gajokai e relembra com emoção: “No 3 de Maio, eu estava do lado de fora. Mas, senti como se o Ikeda Sensei falasse comigo. Ouvia os gritos de vitórias, os aplausos e me transportava para dentro do ginásio”.
Após a Convenção, Joveny realizou mais dois Chakubuku. Um deles é um colega de trabalho que mora em Osasco. Enquanto construía sua casa, alicerçava a relação desse amigo com o budismo até ele receber o Gohonzon. “O que me deixa mais feliz é quando ele me conta sobre a alegria que sente em praticar o budismo.”
Joveny acredita ter muita sorte por conhecer o budismo tão jovem e conduzir a vida de modo correto. Esse sentimento vem da relação que cultiva com o presidente Ikeda. Com seriedade e carinho, explica como desenvolve esse laço: “Eu não sei o que é ter pai. Quero proporcionar ao meu filho o que não tive. Não conheço o Ikeda Sensei pessoalmente, mas ele é como se fosse o meu pai. Dedico minhas vitórias a ele”.
Minha frase do Gosho
“Eu e meus discípulos, mesmo que ocorram vários obstáculos e maldades, desde que não se crie a dúvida no coração, manifestaremos naturalmente o estado de Buda. Não duvidem dos benefícios do Sutra de Lótus mesmo que não haja proteção dos céus. Não lamentem a ausência de segurança e tranquilidade na vida presente. Embora tenha ensinado dia e noite a meus discípulos, todos, criando a dúvida, abandonaram a fé. O que é costumeiro no tolo é esquecer nas horas cruciais o que prometera nas horas normais.”
(Os Escritos de Nitiren Daishonin, v. 4, p. 209.)
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