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O Rebelde Desconhecido de Tiananmen, 20 anos depois
O Rebelde Desconhecido, ou O Homem do Tanque
- assim ficou para a história o homem que, a 5 de Junho de 1989,
avançou para a frente dos tanques do exército popular chinês e não se
desviou, obrigando-os a parar. O mundo assistia pela televisão, em
suspenso. O homem carregava dois modestos sacos de plástico; vestia umas
calças pretas e uma camisa branca, anónimas. O tanque que liderava a
coluna desviou-se; o homem desviou-se também. O tanque voltou a
desviar-se, o homem acompanhou. Depois, subiu à máquina de guerra,
trocou algumas palavras com o militar que a ocupava, desceu, e
rapidamente desapareceu entre a multidão, puxado por alguns homems,
possivelmente das forças de segurança.
Vários fotógrafos captaram O Homem do Tanque em Tiananmen. A imagem foi considerada pela revista Life uma das 100 fotografias que mudaram o mundo; e o seu protagonista, uma das pessoas mais importantes do século XX, numa lista (discutível, como todas) que inclui Gandhi, o papa João Paulo II, Hitler e, é claro, o líder comunista chinês Mao Tse Tung.
Nunca se soube quem era, embora se fale num nome - Wang Weilin, estudante de 19 anos. Mas a sua identidade não é certa, como não é certo o que lhe aconteceu depois de ter enfrentado os tanques. Uma hipótese forte é que tenha sido executado, como muitos outros, depois dos protestos de Tiananmen. Recorde-se que aquele era o local onde, nas últimas semanas, os estudantes pró-democracia se tinham manifestado: mais de um milhão de pessoas que pediam mudanças ao regime. O local do protesto era o mesmo onde Mao tinha proclamado a República Popular Chinesa, às portas da Cidade Proibida dos antigos imperadores. Na madrugada de 4 de Junho o governo chinês mandou avançar os tanques, matando centenas de pessoas e pondo fim aos protestos. Foi então que o Rebelde Desconhecido ficou para a História.
O impacto deste momento breve foi ampliado pela cobertura mediática do evento. Não havia blogs nem Twitter, mas a CNN e os jornais de todo o mundo estavam presentes. No ano de 1989, o ano dos terramotos políticos, este foi um momento marcante. No mesmo dia, as eleições na Polónia davam a vitória à oposição pró-democrática. Ainda nesse ano o mundo iria ver a queda do muro de Berlim e, no início do ano seguinte, a libertação de Nelson Mandela.
Imagem:
JEFF WIDENER/Associated Press
Vários fotógrafos captaram O Homem do Tanque em Tiananmen. A imagem foi considerada pela revista Life uma das 100 fotografias que mudaram o mundo; e o seu protagonista, uma das pessoas mais importantes do século XX, numa lista (discutível, como todas) que inclui Gandhi, o papa João Paulo II, Hitler e, é claro, o líder comunista chinês Mao Tse Tung.
Nunca se soube quem era, embora se fale num nome - Wang Weilin, estudante de 19 anos. Mas a sua identidade não é certa, como não é certo o que lhe aconteceu depois de ter enfrentado os tanques. Uma hipótese forte é que tenha sido executado, como muitos outros, depois dos protestos de Tiananmen. Recorde-se que aquele era o local onde, nas últimas semanas, os estudantes pró-democracia se tinham manifestado: mais de um milhão de pessoas que pediam mudanças ao regime. O local do protesto era o mesmo onde Mao tinha proclamado a República Popular Chinesa, às portas da Cidade Proibida dos antigos imperadores. Na madrugada de 4 de Junho o governo chinês mandou avançar os tanques, matando centenas de pessoas e pondo fim aos protestos. Foi então que o Rebelde Desconhecido ficou para a História.
O impacto deste momento breve foi ampliado pela cobertura mediática do evento. Não havia blogs nem Twitter, mas a CNN e os jornais de todo o mundo estavam presentes. No ano de 1989, o ano dos terramotos políticos, este foi um momento marcante. No mesmo dia, as eleições na Polónia davam a vitória à oposição pró-democrática. Ainda nesse ano o mundo iria ver a queda do muro de Berlim e, no início do ano seguinte, a libertação de Nelson Mandela.
Imagem:
JEFF WIDENER/Associated Press
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