'The Guardian': Brasil quer financiar 'revolução energética' com exportações
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O jornal britânico The Guardian diz nesta quarta-feira que o Brasil está tentando “impulsionar sua revolução energética” na base das exportações.
O
jornal afirma que o Brasil “está liderando o mundo na fuga dos
combustíveis fósseis” com iniciativas como o incentivo ao uso de álcool.
“Os brasileiros têm dificuldades para se virar sem açúcar”, diz a reportagem.
“De
manhã eles colocam quantidades imensas no seu café e, à noite, forram
suas caipirinhas com colheradas cheias do produto. Agora eles estão cada
vez mais colocando o açúcar em seus carros na forma de etanol.”
A
reportagem diz que o objetivo do país é fazer com que os exportadores
se beneficiem do etanol da mesma maneira que o mercado doméstico.
Mas
observa que a falta de capacidade dos portos brasileiros e uma
infra-estrutura de transportes antiquada podem evitar que “o Brasil faça
uso de todo o seu potencial”.
Cerveja
O jornal financeiro The Wall Street Journal
diz que a mexicana Femsa vai ter que “consertar” a Kaiser no Brasil,
depois de completar a operação de aquisição da empresa nesta semana.
Mas
a reportagem cita analistas internacionais segundo os quais a operação
pode ser benéfica para praticamente todos os envolvidos.
A Femsa teria “a infra-estrutura e o conhecimento necessários para fazer a Kaiser voltar a dar lucro”, diz o jornal.
E
a operação teria sido boa até para a americana Molson Coors, que teve
prejuízo na operação, mas se livrou de um “albatroz”, uma figura de
linguagem usada na língua inglesa para denotar algo que é um fardo para
outrem.
Constrangimento
Na França, o Les Échos
diz que o veto dos Estados Unidos à venda de aviões da Embraer para
países como o Irã a Venezuela constitui um “constrangimento” para o
governo brasileiro.
A reportagem afirma que a
diplomacia brasileira ficou irritada com a “interferência dos Estados
Unidos nas relações entre o Brasil e a Venezuela em um momento em que a
Casa Branca parecia contar com Lula para desempenhar o papel de mediador
junto a Hugo Chávez”.
O jornal observa que o veto americano às vendas para a Venezuela representa uma perda significativa para a Embraer.
Mas
ressalva que “o quarto produtor mundial de aviões dificilmente pode se
expor a um eventual embargo na medida em que as exportações para os
Estados Unidos representam 80% de seus negócios”.
Morales e Bachelet
Em editorial, o americano Washington Post faz uma comparação entre os recém-eleitos presidentes da Bolívia, Evo Morales, e do Chile, Michelle Bachelet.
O
jornal diz que, enquanto os dois se dizem socialistas, Morales
representa “uma volta ao passado da América Latina”, enquanto Bachelet
“estaria à vontade em um partido social-democrata da Europa Ocidental”.
“Um
dos paradoxos da América Latina contemporânea é a lentidão, mesmo entre
suas elites, para absorver as lições do sucesso chileno”, afirma o
editorial.
Por sua vez, o El País, da
Espanha, diz que cresce a polêmica na Bolívia com relação à roupa que
Morales vai vestir durante sua cerimônia de posse no próximo domingo,
com alfaiates, psicólogos e antropólogos opinando sobre como ele pode
parecer “elegantemente sóbrio”.
Em recente
viagem internacional, Morales chamou atenção por desfilar com roupas
pouco usuais no circuito diplomático. Ele disse que se recusa a usar
gravata, por exemplo, por ser “um símbolo da classe dominante”.
Apesar
de todo o debate, a roupa da posse segue um mistério, ainda que,
segundo a reportagem, um senador aliado do governo tenha adiantado que
Morales “vai usar meias novas”.
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José Honório Rodrigues: a obra inacabada
Estudos Avançados Print version ISSN 0103-4014 Estud. av. vol.2 no.3 São Paulo Sept./Dec. 1988 http://dx.doi.org/10.1590/S0103-40141988000300008 ARTIGOS ASSINADOS José Honório Rodrigues: a obra inacabada Carlos Guilherme Mota A publicação póstuma do segundo volume da História da História do Brasil, do historiador carioca José Honorio Rodrigues (1913-1987), da continuidade ao seu esforço notável de sistematização e avaliação da historiografia brasileira, lamentavelmente interrompido com seu falecimento na madrugada de 6 de abril de 1987. Com ele, uma visão generosa e empenhada da história do Brasil desaparece. Coube a sua mulher e permanente colaboradora, a historiadora Lêda Boechat Rodrigues autora, entre outras obras, de uma excelente História do Supremo Tribunal Federal , cuidar da edição final dos dois tomos, que foi publicada pela Compa...
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