Embargos Culturais Policarpo Quaresma é versão brasileira de Dom Quixote Por Arnaldo Sampaio de Moraes Godoy O Triste Fim de Policarpo Quaresma é provavelmente o livro mais conhecido de Lima Barreto. Trata-se de quase concepção de um Dom Quixote nacional. Policarpo remete-nos aos heróis picarescos, é Tartarin de Taráscon , outro exemplo deste tipo de herói. O Policarpo Quaresma é personagem de Lima Barreto que substancializa o problema nacional brasileiro [1] . Trata-se de alternativa bem-humorada e sardônica para as propostas formalistas e europeizantes da época, centradas em autores como Gustavo Barroso, Alberto Torres e Coelho Neto, que imaginavam um Brasil asséptico, que não refletia a imagem que visitantes faziam de nós, a exemplo dos relatos colhidos nas expedições de William James e de Theodore Roosevelt, americanos — um filósofo, outro político — que se aventuraram pela Amazônia. Nacionalista, ufanista, preocupado com as coisas do país, ...
Postagens
- Gerar link
- X
- Outros aplicativos
Com base na explanação do presidente Ikeda, publicada na revista Terceira Civilização, ed. 532, dez. 2012, p. 59. Os Benefícios do Sutra de Lótus Entenda a frase do Gosho “Quanto mais o ouro é aquecido pelas chamas, mais brilhante será sua cor; quanto mais uma espada for amolada, mais afiada se tornará. E quanto mais a pessoa louva os benefícios do Sutra de Lótus, os próprios benefícios aumentarão. Tenha em mente que os 28 capítulos do Sutra de Lótus contêm apenas algumas poucas passagens elucidando a verdade, mas uma grande quantidade de palavras de louvor.” (END, v. V, p. 242-243.) “Pessoa que louva os benefícios do Sutra de Lótus” a) Além de afirmar ao seu discípulo Myomitsu que o ato de fazer oferecimentos é o mesmo que propagar o Daimoku do Sutra de Lótus pelo Japão, Daishonin incentiva ainda a esposa de Myomitsu, que apoiou seu marido, enfatizando que perseverar na fé na Lei Mística e empenhar-se pelo Kossen-rufu nos Últimos Dias da Lei é um feito realmente louv...
- Gerar link
- X
- Outros aplicativos
O amor libera, não encarcera Por Daisaku Ikeda Para qualquer pessoa saudável, é muito natural apaixonar-se assim como é para as plantas florescer na primavera. Mesmo sendo livres para nos apaixonar ou para nos sentirmos atraídos por alguém e, embora a ninguém seja correto invadir os assuntos alheios, eu gostaria de explicar o quanto é importante não perder de vista o esforço pelo nosso desenvolvimento pessoal. Claro que no amor não há regras, assim como no matrimônio e ninguém tem o direito de restringir o outro de maneira alguma. Mas causa muita pena ver uma mulher envolvida em relações frívolas causadoras de sofrimentos e angústia, quando deveria ser plenamente satisfeita e feliz. Meu mestre dizia que quando uma mulher estabelece relações partindo de sua própria dignidade, todos os problemas se resolvem. Ao contrário, quando uma mulher adota uma atitude impensada, e toma o amor de maneira apressada, invariavelmente termina por lamentar-se e sofrer. Por suposto, ist...
- Gerar link
- X
- Outros aplicativos
Black Blocks: Anarquismo no Séc. XXI Nas recentes manifestações ocorridas no Brasil, pudemos perceber a ação de determinados grupos que fazem uso do ataque ao patrimônio como arma de protesto. Essas táticas são denominadas “Black Blocks”. Esse tipo de manifestação tomou corpo principalmente após o confrontamento com a polícia em Turim, Itália, em 2001, por manifestantes que protestavam durante uma reunião do G-8. Inspirados pela ideologia anarquista, os que adotam as táticas “Black Block” estabelecem, pelo menos nas comunicações oficiais, que apenas reagem a ações violentas da polícia. Além disso, em consonância com uma visão anticapitalista, costumam atacar sedes de grandes empresas. Esse tipo de ação pôde ser vista em Belo Horizonte, há dois meses, quando, após confrontamento com a polícia, diversas lojas foram quebradas. A difusão dessas práticas é um fenômeno associado à popularização da internet. Está disponível na internet um manual, chamado de “The Black Bloc Pap...
- Gerar link
- X
- Outros aplicativos
A VIOLÊNCIA URBANA Getulio Miranda Barbosa jr* Mata-se da mesma forma com que se exterminam baratas. E seguimos assistindo, entre perplexos e horrorizados, uma violência imensa e crescente contra inocentes e vulneráveis seres humanos. A filósofa Hannah Arendt nos alertou para o fato de que "por trás de todo o mal existem pessoas banais escondidas em seus gabinetes. Frisou que o mal carrega em si o potencial de se espalhar como um fungo e que isso só acontece por causa da incapacidade das pessoas pensarem sobre o que está ocorrendo de fato. Sobre o que elas e seus pares estão fazendo de verdade". O que vemos hoje é a institucionalização do mal, democraticamente distribuído entre os poderes constituídos e absolutamente mergulhado em um sistema político que promove a violência e a coerção – que são aceitas como “parte integrante” do processo civilizatório. Por isso, é urgente que, neste processo de natura...
- Gerar link
- X
- Outros aplicativos
A BANALIZAÇÃO DO MAL “Não peço nada, eu não quero me envolver, Na rua nua em cada cara uma desgraça. Há tanta gente procurando esquecer, Que a vida é à-toa, a morte chega e tudo passa. Não peço nada, eu não quero me envolver, Até a lua tem as nuvens por mordaça. Assassinada mesmo antes de nascer, A esperança sobe aos céus como fumaça.” In: Um Grito Parado No Ar – de Toquinho e Gianfrancesco Guarniere A mulher é assassinada pelo ex companheiro que não aceita a separação. Família de policiais é dizimada numa única noite. Policiais e juízes honestos são exterminados. Moradores de favelas desaparecem nas mãos da polícia que deveria promover a “pacificação”. Adolescente mata colega por ciúmes do namorado. Homem que denunciava extratores ilegais é abatido em emboscada. Mulher mata mãe de um recém-nascido para sequestrá-lo. Gays são supliciados em plena avenida Paulista. Mulheres são perseguidas, violentadas e mortas. Mata-se da mesma forma co...